sexta-feira, 20 de março de 2009

Josef Fritzl - Sentença de prisão perpétua


Os jurados não se deixaram convencer pelo aparente arrependimento de Fritzl, que, no final do processo quis convencer toda a gente de que lamentava profundamente tudo o que tinha feito.
"I regret from the bottom of my heart what I've done to my family", disse.

Consideraram-se provados os crimes de violação (estima-se 3000 vezes), prisão, incesto e homicídio por negligência, os quais Fritzl havia negado no início da semana.
Após o visionamento de um vídeo com as declarações de todas as coisas horríveis sofridas pela sua filha Elisabeth durante 24 anos, Frtizl tentou inverter o curso dos acontecimentos, assumindo a culpa por todos os crimes à excepção do homicídio de uma das crianças, de quem foi pai e avô ao mesmo tempo.
Porém, este réu não aparentou qualquer tipo de emoção ao longo do julgamento, nem sequer durante a leitura da sentença, que o condenou, por unanimidade do júri, a prisão perpétua, a cumprir num estabelecimento psiquiátrico.
A psiquiatra forense, Dra. Heidi Kastner, que acompanhou o caso, declarou à BBC que Fritzl “sofre de distúrbios de personalidade”, mas “não é louco”.

Dos casos de crime mais recentes, este é o que mais me chocou, pela forma continuada e premeditada com que foi sendo praticado e pela aparência de normalidade que este homem ostentava.
É terrível tomar consciência de que uma pessoa muito chegada, de dentro da própria família pode cometer tais atrocidades e aparecer como elemento socialmente bem visto.
É um velho problema filosófico, aparentemente insolúvel: o de saber qual a realidade que se esconde por detrás da aparência.

Como diria Nietzsche, "o que se esconde atrás do véu de Maya?"

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